Faca

Escrevo na carne
as verdades incisivas.

Reparto o pão e o crime.
Arranco uma palavra vermelha
da indiferença dos peixes.

Só estremeço em mãos covardes.

A minha fala é cortante.
Meu sorriso fere.
Um gesto
e dilacero a pele das árvores.

Venço a nudez ácida
de um fruto ardente,
declamo sementes
e me calo, aço sonolento.

O vozerio das pedras
afia o gume do meu silêncio.

Sandro Fortes

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