Poema do segredo

Deixa-me a voz, te dou o canto,
deixa-me o escuro da noite,
que exista sempre ar entre nós,
sempre a alegria do talvez.

Deixa-me os rios, a água, o mar que nasce
agora,
em meio dos dois
esse imenso arrecife que recolhe
aquele segredo nosso desde ontem.

Deixa-me nas trevas; o sol a ti, a luz.

Eu encerro teu fulgor em minha garganta.

Andres Morales

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