Poema

Ah, poder ser tu, sendo eu!

Ei-lo que avança

De costas resguardadas pela minha esperança.

Não sei quem é. Leva consigo,

Além de sob o braço o jornal,

A sedução de ser, seja quem for,

Aquele que não sou.

E vai não sei onde

Visitar não sei quem

Sinto saudades de alguém

Lido ou sonhado por  mim

Em sítios onde nunca estive.

 

 

Ruy Belo

 

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